Resenha #12 - Loving Mr. Daniels, Brittainy C. Cherry


Oi, gente! Dessa vez a resenha será sobre um livro que, não posso mentir, me atraiu pela capa. E ainda bem que cedi à tentação, porque a história é maravilhosa.

Logo no prólogo, que ocorre mais de um ano e meio antes do tempo em que se passa a história, somos apresentados a uma personagem com alguns problemas na família. O pai está seriamente doente e o irmão é um cara que acabou se envolvendo em problemas com drogas, que acabam fazendo com que algo ruim aconteça com sua mãe. Então, Daniel é um cara com várias cicatrizes internas, que tem se focado nos estudos e na música para manter sua vida inteira.

No primeiro capítulo conhecemos Ashlyn. Ela está em um funeral, porque acabou de perder sua irma gêmea, Gabrielle. Ela pensa que sua mãe preferiria que ela tivesse morrido, ao invés de Gabby, e quando sua mãe a manda ir morar com seu pai ela finalmente tem certeza disso. Mas ela não está sozinha, porque sua irmã a deixou cartas e uma lista com coisas que ela deve cumprir, que a ajudarão a seguir em frente.

Agora esses dois estranhos estão dentro de um trem. Daniel está retornando de uma visita à sua família e Ashlyn está se mudando para a casa de seu pai. Seus olhares se encontram e, de repente, eles não são mais tão estranhos um ao outro assim.

A história de Loving Mr.  Daniels, que eu estava com receio de que fosse só mais um romancezinho new adult sobre uma garota que se apaixona pelo  professor, se revelou muito mais profunda do que isso. Cada personagem tem seus próprios demônios para expulsar, seus próprios corações para curar.

As cenas mais quentes tem mais amor do que qualquer outra coisa. Não são aquelas descrições cansativas que se repetem, são puro sentimento e emoções. O enredo não é focado apenas na história de amor entre as personagens principais, ele trata de amizades, as relações entre família, preconceitos.

Eu quis chorar, gritar, parar de ler porque não aguentava mais ver a crueldade do mundo real estampada ali, bem na minha frente, em uma página. Mas a persistência me rendeu reflexões que eu tenho certeza que me acompanharão daqui para a frente, sempre.

"Vivo. Quero estar vivo, e não tenho nem ideia do por quê, vendo quão horrível é a vida às vezes." 

Talvez seja porquê estando vivos somos capazes de fazer com que a vida não seja horrível, somos capazes de construir e curtir momentos incríveis com as pessoas que amamos e estampar sorrisos genuínos, nos nossos rostos e nos dos outros. Talvez seja porquê, estando vivos, somos capazes de sermos felizes. Talvez.



Comentários

  1. Nossa, esse livro é cheio de perdas muito dolorosas. Acabei hoje e posso dizer que gostei bastante. Só achei que os últimos capítulos podiam ser melhor explorados. O pai da menina descobre que ela está namorando o professor, e mesmo assim, o tal professor continua no colégio. Acho que era necessário que os dois conversassem sobre o que estava acontecendo. Porque eles se conheceram antes e a diferença de idade é bem pouca. Me lemmbrou um pouco meu casal preferido de PLL, Aria e Ezra. Claro que no caso de Ezria, os roteiristas não eram muito bons em escrever uma história coerente e sem viradas no enredo ridículas... Enfim, fiquei torcendo para que HAiley ficasse com o amido do professor, o budista. Amei a pequena cena deles. Me partiu muito o coração quando eu percebi que Ryan realmente tinha morrido. Foi tão injusto. Não gostei. Foi horrível ler a dor dele. Poxa vida, nessas horas a gente pensa "e se" ela não tivesse feito isso ou aquilo, "e se" eles estivessem lá... Muito triste.

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