Resenha #16- Cinder, Marissa Meyer


Essa é uma obra que possuo faz tempo e para a qual somente agora resolvi dar uma chance. Sempre que procurava uma nova opção de leitura entre meus livros, a deixava de lado, já que essa não é o tipo de história que costumo ler, com robôs e alienígenas. Mas enfim resolvi parar para lê-la, e me surpreendi.

Cinder é uma releitura futurista de Cinderela. A personagem principal, que dá nome à obra, vive com a madrasta (guardiã legal) que era casada com seu falecido pai (adotivo) e tem duas irmãs postiças. E é claro que ela é a explorada da família, mas nesse caso, ao invés de ficar apenas cuidando das coisas de casa, ela é obrigada a trabalhar para sustentar a família, já que é a melhor mecânica da cidade. 

A parte futurista da história é que Cinder é uma ciborgue, uma humana-robô, por assim dizer, como tantos outros existentes na Terra, e  há pessoas que vivem na Lua -e que a chamam de planeta. Além de que os carros são antiguidades colocadas em museus, e o transporte é feito por aerodeslizadores. Há todo um mundo avançado muito bem construído pela autora.

Um belo dia Cinder conhece o príncipe Kaito, herdeiro da Comunidade das Nações Orientais, que foi formada após a quarta guerra mundial, que acabou há 126 anos. Estão presentes na história todas as personagens necessárias para nos remeter ao clássico da Disney. Mas o enredo não fica na mesmice e previsibilidade. Mesmo que saibamos alguns pontos, não podemos adivinhar o que acontecerá na história.

Há uma rainha do povo da Lua, que fez de tudo para chegar ao poder, inclusive matar a própria irmã e a sobrinha, e que impede rebeliões populares por meio de um tipo de dom que os lunares têm capaz de controlar e ludibriar as mentes alheias. Há anos ela  está interessada na Terra, e deseja se casar com príncipe Kaito em troca de não declarar guerra contra o nosso planeta.

É por esse cenário que o primeiro volume das Crônicas Lunares flui. Na união de um clássico conto de fadas a uma distopia,  que prende o leitor e o deixa  ávido por saber o que acontecerá  em seguida. E eu fui conquistada por essa ideia. Fui obrigada a deixar minhas antigas resoluções de lado e abrir a mente para uma história encantadora, que me lembrou da infância sem nostalgia alguma, apenas acrescentando mais graça a uma história que embalou meus anos de criança.

Comentários

Postagens mais visitadas