Resenha #19 - Cidades de Papel, John Green


Antes de tudo, queria ressaltar que esse livro não me proporcionou a leitura que eu esperava. Por eu não ter pesquisado nada sobre o ele anteriormente e nem ao menos ter conversado sobre a história com meus amigos que já o tinham lido, eu tinha uma expectativa de um romance bonitinho entre um garoto e uma garota na escola, alguma coisa bem juvenil. Mas eu já devia saber que um livro de John Green não seria assim. A história se revelou algo totalmente diferente, com muito pouco, quase nada, do que eu esperava.

Quentin é um cara acostumado a sua rotina, e que gosta dela. Tem dois amigos próximos, Ben e Radar, além de ter uma paixão não tão secreta por Margo Roth Spiegelman, sua vizinha. Ele era próximo a ela quando eram crianças, mas desde que eles tinham dez anos sua relação não é a mesma. Hoje em dia ela é a garota popular da escola e ele não é alguém com tanto prestígio assim. A Margo que todos conhecem é apaixonada por novas aventuras, já viajou para os lugares mais inusitados de repente, faltando ao colégio e então aparecendo do nada novamente, com um monte de histórias para contar aos amigos.

Uma noite ela aparece na casa de Q, apelido de Quentin, e o convida para uma aventura que deve ser cumprida nas próximas horas, antes do amanhecer. Durante este tempo eles invadem casas e pregam peças a algumas pessoas específicas da cidade, algo que ele nunca havia feito antes. E então, na manha seguinte, Margo desaparece mais uma vez, deixando Q um pouco decepcionado, pois ele havia imaginado que a noite anterior mudara algo na relação entre eles e que dali para a frente eles poderiam começar a estar juntos.

Diante de tudo isso, Quentin começa a encontrar e procurar pistas que podem levar ao paradeiro de Margo, imaginando que dessa vez ela quer ser encontrada, especificamente por ele. A partir daí Q não descansa de sua busca, vai equilibrando os trabalhos e provas da escola com sua missão especial. Mas enquanto ele tenta achar Margo, ele acaba achando a si mesmo, entendendo um pouco mais quem ele próprio é. 

As veredas do livro caminham dentro das personagens, descobrindo seus medos, suas ânsias, seus motivos. E era justamente isso que eu não esperava encontrar no enredo. Como já esclareci, tinha uma ideia totalmente equivocada a respeito da história de Cidades de Papel, então não pude evitar um certo sentimento de decepção ao término da leitura. Mas agora, decorrido algum tempo desde o momento em que li, atônita, a última linha, posso perceber que Green escreveu uma história fantástica, posso entender porquê sempre me disseram que a história  era maravilhosa e, finalmente, concluo que tenho a obrigação de reler o livro, mas sabendo que esse não é apenas mais um romance na minha estante já cheia deles.

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