Resenha #21 - A Intuitiva, Hanna Howell


A Intuitiva é o terceiro livro da série Wherlocke, mas como os outros dois eu li há um bom tempo atrás, esse é o primeiro dela que resenho aqui no blog (assim que eu relê-los posto a resenha). Não é preciso ter lido os outros dois para entender a história, pois cada volume foca em personagens diferentes. Alethea Vaughn pertence à família dos Wherlocke e dos Vaughn, cujos membros têm dons especiais, como ter visões, ver fantasmas, ler pensamentos, curar doentes etc. Alethea é capaz de ver coisas que já aconteceram ou irão acontecer, e é uma visão do futuro que a leva à Londres para tentar salvar Hartley Greville, o homem a quem ela via desde criança em visões e em sonhos, de ser assassinado. 

Hartley é um inglês conhecido como um conquistador, mas o que a alta roda da sociedade não sabe é que ele trabalha para o governo, ajudando na guerra contra a França. Alethea acaba se apaixonado por ele praticamente no instante em que o vê, enquanto ela e seu tio tentam prevenir que o pior aconteça à ele, que reluta em acreditar que os dois sejam capazes de ter os dons que afirmam possuir. Mas logo Hartley  é convencido e eles começam a tentar evitar que Claudete, a mulher de quem ele estava designado a arrancar algumas informações e que na verdade é uma assassina cruel, conseguisse capturá-lo.

O livro é leve,  não há nada muito descritivo durante as cenas de tortura ou de amor,  o que o faz ser uma leitura relaxante e prazerosa. É bem forte ao longo da história o patriotismo, o quanto é importante ser e se manter fiel ao país, ainda mais quando se trabalha para o governo. Outro ponto que gostei na história é o amadurecimento das personagens, as mudanças por que elas passam, tanto forçada quanto livremente.  É algo que aprecio em um livro, costumo gostar bastante de personagens que passam por alguma transformação, não necessariamente completa, mas ao menos uma pequena, que demonstre amadurecimento, e esse livro traz isso.

Também é bastante presente ao longo da trama a lealdade entre família, principalmente no que diz respeito aos Wherlocke e aos Vaughn. Eles foram muito perseguidos na época da caça às bruxas, quando a população acreditava firmemente em todo tipo de superstição, o que contribuiu muito para que todos eles juntassem suas forças  para proteger a família. O resultado são pessoas unidas, capazes de sentir quando algum parente está em perigo, podendo alertar a todos os outros e conseguir ajuda. A lealdade aqui não é mostrada como um sentimento cego, eles são racionais e protegem a família quando é necessário, além de manter um laço de amizade incrível de se presenciar ao longo da leitura.

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