Resenha #25 - Apenas Um Dia, Gayle Forman


Esse é um daqueles livros sobre o qual todo mundo fica falando durante um tempo, já que uma outra obra da mesma autora foi adaptada para os cinemas e fez o maior sucesso, e exatamente por isso eu estava com receio de lê-lo e acabar não gostando, já que minha expectativa estava nas alturas. Mas enfim o li, amei e estou louca para ler o próximo.

Allyson Healey é uma garota totalmente organizada, com uma agenda impecável e um futuro promissor na escola de medicina. É assim que ela é descrita na sinopse do livro, mas ao lê-lo percebemos que essa não é quem ela é de verdade. Essa é quem ela se deixou ser ao simplesmente seguir os planos de seus pais e os adotar como seus, mesmo sem perceber que estava fazendo isso. E é essa percepção e a busca por quem ela realmente é que se mostram como tema do livro.

Allyson ganhou de seus pais uma viagem pela Europa depois do fim do ensino médio. O tour promete visitas às cidades mais importantes do continente, enquanto os jovens aprendem sobre a cultura e a tradição desses lugares. Tem tudo para ser perfeito, apesar de Allyson ter ficado meio apreensiva sobre aceitar a viagem. Mas acontece que esse tour não foi tão legal quanto o esperado, ao menos não para ela, e ao chegar  ao fim  ela não conseguiu ir exatamente à cidade que mais queria visitar: Paris. Então, eis que surge a oportunidade de visitá-la, mudando os planos de passar alguns dias na casa de uma parente de sua melhor amiga para passar um dia com um estranho na cidade do amor -algo totalmente inusitado para a protagonista, mudar os planos.

Ela e Willem têm um dia maravilhoso em Paris, mas essa aventura termina deixando marcas profundas na personagem. Tão profundas que ao voltar para seu país não consegue se concentrar nas aulas e muito menos ter notas decentes. Uma orientadora da instituição lhe dá a oportunidade de mudar sua grade e Allyson começa a estudar as matérias pelas quais tem algum interesse verdadeiro. Acho que é aí que ela começa a perceber que ela pode, sim, ser dona da própria vida, que ela não precisa pensar se está agradando seus pais a cada passo que dá. E é assim que ela começa a tomar as próprias decisões, é aí que ela finalmente começa a segurar as rédeas de seu próprio destino. 

As decisões que ela toma daí em diante só conseguiram me agradar a cada vez mais, acho que talvez por eu mesma estar em uma fase de sair debaixo das asas dos pais, e me deixaram feliz e satisfeita com o crescimento da personagem. É claro que ela se decide por algumas coisas que eu não concordei enquanto estava lendo - as vezes ela seguia no caminho escolhido mas em outras voltava atrás e tomava a atitude que quem está aqui do lado de fora consegue ver que é a correta. Ver o quanto Allyson amadurece no período que o livro abrange me garantiu mais uma vez o fato de que somos capazes de superar os obstáculos que surgem à nossa frente e seguir em nosso caminho. Essa possibilidade de comparação com a nossa própria história de vida tem a capacidade de me deixar ainda mais eufórica sobre o livro e me mostra que, mesmo sendo ficção, algumas histórias são capazes de acompanhar nossas vidas como se fossem reais.

Comentários

Postagens mais visitadas