Resenha #27 - O Destino do Tigre, Colleen Houck


Demorei um pouco para começar a reler O Destino do Tigre, mas finalmente terminei minha segunda leitura da saga. No início do livro, Kelsey se encontra em poder de Lokesh, esperando que um de seus tigres ou Sr. Kadam venha resgatá-la enquanto tenta ela mesma encontrar uma forma de escapar. Obviamente, Ren e Kishan a tiram das garras do feiticeiro, e só depois disso é que realmente começa a última parte de sua jornada. Sua quarta tarefa é a mais difícil de todas.

Não sei por quê, mas nunca sei ao certo o que escrever quando se trata dessa saga. Talvez seja porque ela mexe tanto comigo, bagunça minhas emoções e me faz pensar sobre amor, sacrifício e lealdade, além de tantas outras coisas. Gosto do fato de os personagens principais não serem perfeitos, isso os faz se tornarem mais reais. Nesse livro, podemos ver que Kelsey não é tão altruísta e capaz de sacrificar seus próprios desejos como somos levados a acreditar durante os outros livros. Não que ela se torne egoísta ou qualquer coisa assim, ela continua sendo a pessoa bondosa que procura sempre ajudar aos outros, mas nesse volume percebemos que há um limite, há um tanto que a pessoa é capaz de suportar. E realmente gostei disso.

Também temos muito acesso aos sentimentos de Ren e de Kishan, podemos perceber o quanto ambos realmente amam Kells e o quanto precisam dela. Ela recuperou a humanidade que o tigre de olhos dourados pensou há muito ter perdido, o lembrou de quem ele é e constantemente sua presença o relembra disso. Quanto a Ren, acho que não preciso falar muito. Kelsey é a mulher da vida dele, é aquela a quem ele é destinado. Eu costumava implicar um pouco com Kishan, mas agora o entendo melhor e realmente o admiro. Essa admiração se estende aos outros personagens, obviamente -Dihren, Kelsey e Kadam também me ensinaram muito nesses quatro livros. 

Ao fim do livro finalmente entendemos de onde vieram tanto as muitas versões sobre o nascimento de Durga quanto os seus poderes, conhecimento que me levou a me solidarizar com Kells e não pude deixar de sentir um pouco de amargura e uma certa dose de um sentimento de traição. São tantos sacrifícios, feitos por ela, Ren, Kishan e Sr. Kadam, que eu nem imaginava que aconteceriam e que me deixaram com soluços entalados aqui dentro. Sabe aquele choro que você tenta guardar, mas não consegue, porque sua garganta começa a se fechar e aí você praticamente desaba? Então, é esse o que a Colleen sempre consegue arrancar de mim. Sei muito bem que é fácil me fazer chorar, mas desse jeito é algo especial, quando realmente a história entra no coração. (E  não, não é apenas ficção). 

A Saga do Tigre é uma daquelas histórias que a gente carrega pra vida inteira, sabe? Que você faz questão de ter seus próprios livros para reler quando bem entender, porque sentiu saudades dos personagens fascinantes. Além disso, há tanto conhecimento ali dentro, sobre História e Mitologia, que para alguém como eu, que ama estudar as duas coisas, é a combinação perfeita para garantir à série um lugar especial, seja na estante, no pensamento ou na vida.


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