Resenha #28 - Uma Longa Jornada, Nicholas Sparks


Estava olhando a estante de livros de uma amiga minha, escolhendo qual deles seria minha próxima leitura. Uma Longa Jornada acabou atraindo minha atenção por dois motivos: é um romance de Nicholas Sparks, um autor que não leio já há algum tempo, e foi adaptado para o cinema, com estreia no Brasil marcada pra o dia 9 de abril. A história começa com Ira, um senhor de idade que nos conta um pouco sobre sua vida. E no meio de sua falação sobre seu pai, ficamos sabendo qual é a real situação do personagem no presente da obra: está com a testa cortada contra o volante, com o carro no meio de um morro e sendo coberto pela neve incessante – havia sofrido um acidente.

O que o ajuda a sobreviver ao tempo que permanece no carro é a presença de sua esposa Ruth, que na verdade é fruto de sua imaginação, já que ela morreu nove anos atrás, mas Ira tem consciência disso. Assim, os dois vão conversando sobre tudo o que passaram durante seus longos anos de vida. Como se conheceram, como acabaram juntos, o que a Segunda Guerra significou para cada um deles e para suas famílias, como acabaram comprando tantas obras de arte que conseguiram se tornar donos de uma coleção de valores estratosféricos. Eles tiveram uma história linda e apaixonante, não perfeita, porque nenhuma é, mas foram felizes e superaram as dificuldades que encontraram em seu caminho. E é isso o que está acontecendo agora, Ruth o está ajudando a sobreviver às circunstâncias do acidente.

Em paralelo, conhecemos a história dos jovens Sophia e Luke. Eles se conhecem em um rodeio (ao qual ela na verdade não estava com muita vontade de ir, mas havia sido convencida por sua melhor amiga). Ele ganhou a competição, mas o importante é que ajudou Sophia a afastar seu ex-namorado, um típico idiota que a queria de volta após o término do relacionamento, que foi motivado por ele tê-la traído pela terceira vez. Enfim, eles acabam se envolvendo mais do que pretendiam nos dias que se sucederam aquela primeira noite, e o relacionamento se torna mais sólido do que qualquer um deles teria imaginado. Mas, assim como na vida de Ira e Ruth, nem tudo são rosas para os dois, e durante a história vamos vendo como eles vão lidando com os obstáculos e as dificuldades.

As histórias dos casais se entrelaçam apenas ao final do livro, que termina de uma forma linda. Ira consegue realizar seu desejo de mostrar o quanto ele amava sua esposa e o quanto aquela enorme coleção realmente significava, não em valores monetários, mas sim à que ela remetia sua mente e a de Ruth. Cada uma delas os lembravam dos momentos em que foram adquiridas, de onde eles estavam, como se sentiam, pelo que estavam passando naquela época. O valor da coleção não é apenas estratosférico, é inestimável, porque a verdadeira coleção não é a de obras de arte, mas sim a de lembranças. Lembranças colecionadas ao longo de décadas por duas pessoas que se amaram até o último suspiro.

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