Resenha #31 - Winter’s Shadow, M. J. Hearle


A série Winter infelizmente ainda não foi publicada aqui no Brasil, e pelo que pude pesquisar não parece haver editoras interessadas em trazê-la para cá. É realmente uma pena, porque é uma história boa –ao menos a de Winter’s Shadow, o primeiro da série, que é a que pude ler até agora. A trama conta a história de Winter, uma garota com excelente gosto musical, graças a sua mãe, e um talento para a fotografia, que foi descoberto e melhorado junto a seu pai. Infelizmente, os dois agora estão mortos, devido a um acidente de carro, deixando sozinhas as filhas Winter e Lucy, -esta última trancou a matrícula na faculdade para que pudesse voltar para casa e cuidar de Winter enquanto ela cursa o último ano do ensino médio.

Em uma de suas buscas por fotos para o jornal da escola, Winter conhece um rapaz misterioso, com olhos de um verde profundo, que aos poucos ela percebe ser algo a mais do que apenas humano. Para ela é impossível que alguém como Blake se interesse por alguém como ela, mas ele não parece compartilhar das noções que Winter tem de si mesma. Os capítulos do livro se dividem em três tipos. Uma parte deles ocorre no século XIX e ajudam o leitor a compreender melhor a situação atual das personagens, e os outros ocorrem no século XXI, tendo o ponto de vista ou de Winter ou de Blake.

Logo descobrimos que Blake é um dêmori, meio humano e meio das trevas, e que é a força e a determinação dessa parte humana que o possibilita refrear seus desejos mais obscuros e se manter uma boa pessoa. Ele enxerga em Winter um algo a mais a que ele não pode resistir, mas não demora muito para que isso evolua para um sentimento bem mais forte. Winter, por sua vez, se encanta primeiramente pela beleza de Blake, e aos poucos (na verdade não tão devagar assim) o conhece melhor e se apaixona por ele. Entretanto, os dois parecem encontrar motivos em razão dos quais não deveriam ficar juntos, embora o que eles realmente precisam seja ficar juntos –percebemos isso logo no início da história.

Essa não foi uma das leituras que mais me tirou o fôlego ou mais me prendeu, mas ela me encantou. É uma história linda que traz temas como amor, sacrifício, amizade, lealdade. Também trata um pouco sobre objetivos cegos, de certa forma obsessivos, representada por uma família que é responsável, há gerações, a caçar os dêmoris –sobre quem eles na verdade não tem muito conhecimento. Ela provavelmente não irá me tirar o sono, me levando a imaginar seus personagens durante momentos em que eu deveria estar dormindo, mas me prendeu o suficiente para me deixar com vontade de ler seu próximo volume, intitulado Winter’s Light.

Até mais!

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