Resenha #32 - Trono de Vidro, Sarah J. Maas


Trono de Vidro é o primeiro livro da série com mesmo nome, que também já possui seu segundo volume publicado aqui no Brasil. Celaena é a famosa Assassina de Adarlan, mandada às minas pelo rei conquistador como forma de puni-la. Mas, apesar de já ter tirado tantas vidas, de ter perdido os pais e consequentemente a infância, ainda brilha dentro de Celaena uma chama, uma luz de vida. Já o rei só consegue pensar em conquistar mais terras e massacrar os povos que se recusam a submeter-se à ele. Nesse momento, ele precisa de um campeão, alguém para fazer o trabalho sujo quando for necessário. Então é organizada uma competição, cujo vencedor passará quatro anos à serviço do rei.

O príncipe, Dorian, escolhe Celaena como sua competidora e vai às minas buscá-la junto com seu amigo e comandante da guarda real, Chaol. Ela deve vencer a competição, se tornar a campeã do rei e, após os quatro anos, terá sua liberdade de volta. Mas os dois não são os únicos que desejam sua vitória. Uma antiga rainha feérica, Elena, há muito falecida, reaparece apenas para Celaena e lhe garante que ela precisa derrotar os outros competidores, assim como o poderoso mal que se infiltrou no castelo.

A história vai se desenrolando a partir desse enredo, e Celaena aos poucos vai descobrindo que mal é esse que ela deve derrotar. Aos poucos, surge também uma amizade entre ela, o príncipe e Chaol. Em princípio, o comandante da guarda e ela não conseguem ter uma conversa sequer sem provocações, enquanto o príncipe nem ao menos se dá ao trabalho de visitar Celaena. Lentamente, os dois vão percebendo aquela chama de vida dentro da moça e conseguindo ver que ela não é apenas a terrível assassina temida por todo o reino.

Celaena também faz uma nova amiga no castelo, a princesa Nehemia, conhecida por ajudar os rebeldes de seu povo à lutar contra as garras do rei de Adarlan, que tenta conquistá-los. Supostamente, ela está ali para aprender sobre a cultura do reino, mas há suspeitas quanto à veracidade dessa motivação. As duas são muito parecidas, são mulheres fortes, capazes em uma batalha, que se recusam a se submeter.

O livro tem um pouco de romance, mas não é tão carregado assim. Vemos bastante o interior de Celaena, seus dilemas, o que a levou a se tornar a maior assassina do reino mesmo sendo tão jovem, suas necessidades no presente, como ela faz para conseguir se manter de pé. E eu gostei bastante dessa proposta. Não devorei o livro, como costumo fazer em alguns casos, principalmente com os romances irremediáveis, mas aproveitei minha leitura. Estou ansiosa para ler o próximo volume, então logo, logo vocês verão a resenha por aqui.

Até mais! 

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