Resenha #34 - A Desconstrução de Mara Dyer, Michelle Hodkin


Passei um bom tempo hesitando em ler esse livro, pois o via como uma pequena dose de suspense que eu podia dispensar, já que não sou muito chegada ao gênero. Mas acabei lendo e, apesar de ficar com aquela sensação constante de que alguma coisa estava acontecendo por trás dos panos durante o livro inteiro, achei que tive uma boa leitura. A história criada por Michelle conseguiu me prender e, sim, me deixou ansiosa. Não gosto muito da sensação, porque em casos assim ela vem acompanhada de algo um tanto quanto sombrio, mas valeu a pena.

Mara Dyer é a personagem principal do livro, e sua família e ela acabaram de se mudar para uma nova cidade para tentar se recuperar da tragédia que aconteceu. Mara se envolveu em um acidente em um antigo sanatório abandonado, onde ela e seus amigos haviam ido durante a noite. Em algum momento o prédio desabou  e matou sua melhor amiga, seu namorado e a irmã dele. Apenas ela sobreviveu, mas seu cérebro não a permite se lembrar do que aconteceu. Mara recebeu o diagnóstico de um psicólogo: transtorno de estresse pós-traumático, e agora ela anda tendo visões de pessoas que deveriam estar mortas, para piorar a situação.

Nova cidade, nova escola. Lá ela desperta a fúria da patricinha malvada do lugar ao atrair a atenção de Noah, um cara lindo de morrer, que também é conhecido por ser um tremendo galinha. Mara tenta seguir os conselhos de seu novo amigo e ficar longe do sr. bad boy, mas não consegue fazer isso por muito tempo. Quando está com ela, Noah não age como o babaca que costuma fingir ser, mas se mostra um cara com sentimentos de verdade e que se importa com ela. E ele parece ser capaz de ajudá-la com seus problemas.

Além da confusão do romance, do diagnóstico do psicólogo e das visões, Mara ainda tem mais um problema. Parece que todos os que ela deseja, com um simples pensamento inocente, que estejam mortos, morrem, e ela não consegue encontrar uma explicação plausível para isso. Afinal, como algo assim poderia acontecer? Como ela, uma simples adolescente, teria o poder de tirar a vida de alguém? Não faz o menor sentido.

A autora nos reservou algumas boas surpresas para o final do livro, e não nos entregou nada de mão beijada. Ela construiu o suspense, plantou as pequeninas sementes durante a história que nos fazem pensar nos acontecimentos, analisá-los e tentar compreendê-los. Gostei tanto do enredo que, mesmo não figurando entre meus tipos preferidos de livro, estou ansiosa para ler o segundo, intitulado A Evolução de Mara Dyer. O último da trilogia, The Retribution of Mara Dyer, ainda não foi lançado no Brasil. 

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