Resenha #35 - A Verdade Sobre Nós, Amanda Grace


Esse é mais um livro da minha lista de desejados que consegui dar conta (Alegria extrema)! Ele conta a história de Madelyn Hawkins, uma garota super inteligente que consegue entrar para a faculdade dois anos adiantada. Antes dessa, eu nunca havia lido nenhuma obra da Amanda Grace, e gostei bastante da proposta da autora, que escreve o livro em forma de cartas que a personagem principal escreve para seu professor de biologia, Bennet Cartwright.

Madelyn se encanta com Bennet logo na primeira aula de biologia a que ela assiste na universidade, e o mesmo parece ter acontecido com ele, mas no início tentei não me deixar influenciar pelo texto, pois estava contando com a possibilidade de ser tudo apenas o ponto de vista de Madelyn e não corresponder com a realidade, mas não é isso o que ocorre na obra. Ele realmente começa a se apaixonar por Madelyn e a atração entre eles é inevitável, mas Bennet não se permite beijá-la até que ele não seja mais seu professor, o que ocorreria nove semanas depois. Então, eles combinam que só farão alguma coisa a mais quando chegar o dia 13 de dezembro, quando acaba o semestre. E é nesse mesmo dia que Madelyn promete a si mesma que revelará sua verdadeira idade para Bennet, que pensa que ela já tem 19 anos.

Durante todas essas semanas, eles se encontram principalmente na casa de Bennet, que é localizada em um lugar que não pode ser muito bem visto da rodovia, diminuindo a possibilidade de alguém ver o carro de Madelyn e reconhecê-lo. Quando chega o dia em que eles podem ficar juntos, eles viajam até um chalé de amigos de Bennet e finalmente passam uma noite juntos. E na manhã seguinte, ele descobre a idade de Madelyn, ao por acaso encontrar um folheto em sua mochila sobre o projeto de que ela faz parte, que lhe permite terminar o ensino médio enquanto cursa a faculdade, e não fica nem um pouco feliz com isso.

Ao levá-la de volta para casa, durante a manhã, há policiais os esperando, que o algemam e o levam pra delegacia, enquanto os pais de Madelyn a deixam sozinha no quarto e a incentivam a denunciar Bennet, que eles acreditam ter se aproveitado dela, uma menor de idade. E é aí que Madelyn começa a escrever as cartas, para que eles saibam que Bennet não tem culpa alguma, que ele fez o que era certo de acordo com as informações que tinha, ou seja, esperou que eles não fossem mais professor/aluna para enfim se permitir seguir seus desejos.

O desenlace da história não foi o que eu estava esperando, mas depois que parei para refletir sobre tudo o que tinha acontecido, não consegui nem mais ter certeza se ela realmente o amava, como chega a afirmar, ou se fez o que fez porque viu nisso uma frecha de liberdade que não lhe era permitida em casa, onde seus pais a fizeram planejar sua vida e carreira aos dezesseis anos de idade - aí o motivo para ela estar na faculdade tão cedo, a pressão dos pais. Qualquer que seja o motivo, ao menos ela consegue amadurecer e tomar controle sobre si e sua vida graças a toda essa situação, o que com certeza é um ponto positivo e necessário a qualquer um: perseguir seus próprios sonhos, e não os de outras pessoas - afinal, é a sua vida, não a deles.

Por tudo isso, a leitura foi um aprendizado também para mim. Não que outras histórias não tenham sido, mas cada uma delas reflete em nós de uma forma diferente, e eu gostei do que eu senti depois de terminar a leitura, de ficar pensando pra entender o que tinha acontecido e o que eu penso sobre isso. Me senti passando por um mini processo de amadurecimento. E, afinal, é a partir dessas pequenas coisas que nos tornamos quem somos.

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