Resenha #37 - A Herdeira, Kiera Cass


Esse é o quarto livro da série A Seleção, da querida Kiera Cass, o qual fiquei esperando longamente pelo lançamento. E eu não poderia me referir a ele de outra forma: encantador. Ao longo das páginas vamos sabendo o que aconteceu após o fim de A Escolha, que foi tido por bastante gente como insuficiente para explicar a situação dos rebeldes, entre outras coisas. Daqui em diante, podem ocorrer spoilers sobre os livros anteriores, então se você ainda não os leu e não quer saber o que acontece neles, talvez queira parar a leitura desse texto por aqui. Bem, o enredo se desenrola 20 anos depois do casamento de Maxon Schreav e America Singer, e nos conta a história de sua filha primogênita, Eadlyn Schreav, nascida sete minutos antes de seu irmão gêmeo, Ahren (com quem ela tem uma forte ligação), fazendo dela a princesa herdeira do trono. Ela será a primeira rainha a ter a posição máxima no reino, já que foram seus pais que mudaram a lei para permitir que sua filha mais velha ascendesse ao trono, caso contrário o herdeiro seria seu irmão.

E aqui vai mais uma palavra: forte. Eadlyn é forte. Imaginem carregar o peso de ser filha daquele que acabou com o sistema de castas, uma transformação enorme no país, e crescer sabendo que será a maior líder daquele povo quando seu pai não for mais o rei. E, além de tudo isso, será a primeira mulher a assumir o trono, e provavelmente numa idade mais jovem do que ocorre normalmente. Mas Eadlyn também tem algumas falhas, ela julga a todos rapidamente e praticamente assume que todos devem obedecê-la - mas não há nenhuma cena em que ela haja de maneira impiedosa, em que ela humilhe as outras pessoas por pura satisfação, por exemplo -, mas ela é uma boa pessoa, que possui alguns problemas para expressar os próprios sentimentos. Ela costuma implicar muito com Josie, a filha de Marlee, uma das melhores amigas da rainha America e que vive com a família no palácio, mas eu a entendo. Afinal, eu não iria gostar nem um pouco de ter alguém ao meu redor sempre tentando me imitar e pegando minhas coisas sem pedir permissão, muito menos se essas coisas fossem especiais.

Eadlyn também nunca se deu bem com o irmão de Josie, Kile, que vive grudado nos livros. Mas os dois são obrigados a passar mais tempo juntos após o nome dele ser anunciado como um dos 35 jovens participantes da 5° Seleção. Ela foi planejada com o intuito de distrair o povo até que o rei e a rainha consigam achar uma forma de conter as revoltas que vem acontecendo em várias províncias - aparentemente, a caída do sistema de castas não foi suficiente para melhorar a vida da população. Obviamente, a princesa não queria de forma alguma passar pela Seleção, então fez um acordo com seus pais: se chegasse o final do processo e ela não se apaixonasse, ela não seria obrigada a se casar com algum dos concorrentes. Ela até tem algumas ideias de como fazer os garotos quererem sair dali o mais rápido possível.

Como esperado, Eadlyn aos poucos vai conhecendo pequenas coisas sobre os rapazes, e apesar de ela se recusar a deixar que qualquer um deles ultrapasse o muro construído ao seu redor, não consegue se manter alheia. Há entre os candidatos aqueles que são bondosos, outros gentis, alguns são orgulhosos, e outros simplesmente possuem um mau caráter, e a princesa é afetada de forma diferente por cada uma dessas características. Eu amei poder estar novamente dentro desse universo criado pela Kiera, e me apaixonei tanto pelas personagens que ainda não consegui decidir ao menos qual dos rapazes quero que Eadlyn escolha. Eu estava com a ideia de que o processo iria acabar nesse livro, mas a Seleção ainda estará acontecendo no enredo do quinto volume da série, e eu mal posso esperar para poder lê-lo.

Lembrando que os títulos dos livros anteriores são, em ordem, A Seleção, A Elite e A Escolha. Já forma publicados, também, três spin offs, intitulados O Príncipe, O Guarda e A Rainha.

Até mais!

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