Resenha #47 - O Lado Feio do Amor, Colleen Hoover


Eu descobri sobre esse livro sob a promessa de que ele seria maravilhoso, mais uma obra fantástica da Colleen Hoover, e sob todo aquele frisson da adaptação para as telonas e do teaser que foi liberado. Infelizmente, passei a primeira metade do livro me perguntando por que raios eu tinha começado a lê-lo. Eu não conseguia me conectar com as personagens, não me sentia acompanhando suas histórias, eu era apenas alguém com um livro na mão que tentava inutilmente se sentir dentro daquelas páginas. Mas – boa notícia! – por fim, lá nos meados da história, consegui me sentir mais perto das personagens e sentir seus medos e anseios. Os capítulos do livro se dividem entre aqueles sobre o momento atual, sob a perspectiva de Tate, e aqueles que nos contam a história de Miles, que são a partir do ponto de vista dele próprio, e o que aconteceu seis anos atrás que o tornou o homem que ele é hoje.

Tate está se mudando de San Diego para o apartamento de seu irmão, Corbin, enquanto ela tenta arrumar um emprego e, consequentemente, conseguir sua própria casa. Ele fica no décimo oitavo andar de um arranha-céu em São Francisco, que hospeda principalmente pilotos de avião, que é a profissão de vários homens da família de Tate. Assim que ela chega, cheia de malas e cansada de horas de estrada, encontra em frente a porta de Corbin um homem caído, dormindo de tão bêbado e que, infortunadamente, a impede de entrar no apartamento sem esbarrar nele. Acaba que o cara é amigo e vizinho da frente e colega de trabalho de seu irmão, que não está em casa e pede para que ela deixe o belo adormecido, também conhecido como Miles, desabar no sofá até que ele seja capaz de se locomover por conta própria.

Tate está fazendo seu mestrado em enfermagem, então ela divide seu tempo entre o trabalho e o estudo. Sua relação com Corbin é bem bacana, tem aquela cumplicidade que é super legal entre irmãos. Já quanto a Miles, bem, eles começaram com o pé esquerdo. Apesar disso, os dois tentam recomeçar com uma “reapresentação” das partes para que eles possam agir normalmente, apesar de ele ter alguma coisa que impede de acontecer uma fluidez em sua possível amizade, é como se alguma coisa o travasse de alguma forma. Ele quase não sorri, além de que, apesar de ter sido encontrado praticamente desmaiado de bêbado aquela noite, aparentemente não é seu costume se embebedar. Além disso, na citada noite Tate consolou Miles enquanto ele chorava de tanta dor (emocional, não física) que ele estava sentindo, e o ouviu dizer o nome de uma outra mulher, chamada Rachel.

Nos capítulos de Miles nos são mostrados os acontecimentos de seis anos atrás, e é neles que descobrimos o que Rachel foi para ele. O primeiro amor da adolescência que teve que lutar contra barreiras bem fortes para que pudesse prevalecer. Mas sabemos que algo bastante ruim deve ter acontecido para que ao lembrar daquela época Miles se sinta tão triste, e só temos acesso a esse algo mais para a frente no livro. Tudo isso que aconteceu anos antes ainda está muito vívido dentro de Miles e o impede de seguir em frente com sua vida.

No Dia de Ação de Graças, Corbin convida o amigo para passar o feriado na casa de sua família, e lá Miles e Tate acabam se beijando. Depois disso, eles entram em um acordo que, aparentemente, é bom para os dois: sexo sem compromisso. Nenhum deles está afim de um relacionamento de verdade, cada um por seus motivos. Miles tem duas regras para essa nova relação entre eles: Tate não dever perguntar sobre o passado dele e nem esperar um futuro. Sinceramente, desde o começo ela sabe que essa história não vai terminar bem, mas mesmo assim ela embarca nela junto com Miles. Acontece que Miles precisa seguir em frente e se deixar sentir novamente, mas isso só será possível quando ele finalmente conseguir aceitar e se desprender do seu passado. Miles é uma confusão emocional com uma fachada de pedra que aos poucos vai sendo desconstruída por Tate, mas isso não acontece de maneira fácil – bem longe disso.

O livro caminha nos mostrando como a relação entre os protagonistas vai aos poucos mudando e como eles tentam, de certa forma, resistir a essas mudanças. Tate não quer sentir algo mais porque sabe que seria uma via de mão única, enquanto Miles se recusa a sentir por causa de seu passado. Como eu citei anteriormente, a leitura fica mais interessante lá para o meio do livro, foi a partir daí que consegui aproveitá-lo melhor. Acabei ficando com a sensação de que eu podia ter tirado mais daquelas páginas, mas infelizmente isso não aconteceu.

E vocês, já leram O Lado Feio do Amor? Se sim, me contem nos comentários para eu poder saber como foi a experiência dessa leitura para vocês. Por hoje é isso, galera, mil beijos.

Comentários

  1. Nossa Fê, pensa que eu iria imaginar que alguém não tenha gostado muito de um livro da Colleen Hoover. Por tudo o que ouço falar dela, essa mulher é uma deusa da escrita, haha. Mas que bom que a história melhorou da metade do livro em diante!
    Quero muito ler esse livro, mas não gostei nada de como o título ficou em português, rs. Ugly Love, fica bem melhor, na minha opinião.
    Ah e Fê, vou aproveitar que estou por aqui e te falar da série The 100. Eu também não gostei nem um pouco do primeiro episódio, parece que resumiram o livro inteiro ali! O Bellamy não era um babaca, o Wells não era um fracote e a Octavia não era uma aspirante a Isabelle, hahaha. Assisti o segundo episódio e continuei não gostando, mas resolvi continuar e a partir do terceiro, tudo melhorou. Agora estou gostando bastante da série, apesar das grandes diferenças em relação ao livro. Dê outra chance a ela :>
    Beijos,

    http://lucyintheskywithbooks.blogspot.com/

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    1. Então, Rê, gostei de todos os livros da Colleen que li até hoje, só esse que acabei não gostando muito da primeira parte, mas a autora é realmente ótima :) Concordo com você, Ugly Love é bem melhor mesmo!
      Vou tentar assistir de novo ao primeiro episódio e continuar para os próximos, quem sabe eu acabo curtindo a série também?
      Beijos

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  2. Eu estou com o ebook para ler desde o início do ano, mas agora vou pensar mais um pouco... Hahahaha
    Boa Resenha :)

    http://tordodemorango.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Midi :)
      Pois, é, minha experiência com ele não foi das melhores, mas não deixe de lê-lo, não. Tem bastante gente por aí que gostou da história e acabou se apaixonando por ela. Quem sabe você não acaba se encantando por Ugly Love também?
      Obrigada
      Beijos

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