Resenha #49 - Quase Casados, Jane Costello


Não tenho o costume de ler chic-lits de autoras estrangeiras, li apenas os da Carina Rissi, que é brasileira, e um da Sophie Kinsella, então não tenho uma vasta experiência quando se trata do gênero. Lembro que uma vez, depois de ter lido Fiquei Com Seu Número (da Kinsella), tentei ler alguns outros volumes, mas eles acabavam me irritando um pouco e a leitura não ia para a frente, de jeito nenhum. Aparentemente, a má fase passou, pois minha experiência com Quase Casados, da Jane Costello, foi ótima!

Zoe costumava ter um relacionamento com Jason, o cara que ela pensava que estaria com ela para o resto da vida, mas a realidade nem sempre é aquilo que esperamos. O príncipe encantado se  mostrou não tão encantador assim, e não havia como ela não ter sofrido pelo que ele fez. Ela sofreu, se empanturrou de comida e ganhou sete quilos graças a essa sua nova dieta. No início do livro, ela está se dirigindo para os Estados Unidos para ser a babá de uma família que faria uma viagem e a levaria junto para que ela pudesse cuidar das crianças. A distância entre ela e Jason a faria bem, e ela ainda iria conhecer um lugar maravilhoso. Mas, como a sorte nem sempre nos acompanha, a babá antiga da família resolveu voltar ao posto depois de um aumento de salário, fato que Zoe soube apenas quando já tinha desembarcado em solo estadunidense. Então, agora ela terá que cuidar das crianças de uma outra família, que com certeza não fará uma viagem em que ela possa ir junto.

Cansada depois de horas de viagem em avião e trem e em um estado, digamos, não muito apresentável, Zoe finalmente conhece a família com que conviverá pelos próximos meses. Definitivamente, não é o que ela esperava. O pai parece sempre ranzinza, a mãe morreu há já algum tempo e as crianças, apesar de serem boas, fazem praticamente tudo o que bem entendem e com certeza não foram criadas com base nos métodos tão utilizados por Zoe e que a fizeram ser uma excelente profissional em sua área. Além disso, a casa em que eles vivem é uma bagunça: comida em todos os cantos, tanto novas quanto antigas, brinquedos muito mais do que simplesmente espalhados e um gramado que já virou praticamente uma floresta.

Corajosa, Zoe assume a missão de dar uma melhorada na casa e ajudar as crianças, Samuel e Ruby – passar o dia inteiro em frente a televisão não é de forma alguma um hábito saudável. Em meio a tudo isso, ela acaba se envolvendo com Ryan, o pai dos meninos, mas ela sabe que com ele ocorre apenas um lance físico. Ela ainda é completamente apaixonada por Jason, mesmo que ele não mereça o tamanho e a intensidade do sentimento que ela nutre por ele. Depois de um bom tempo nos Estados Unidos, aparece uma nova chance, uma nova possibilidade na vida de Zoe, que a obrigará a realmente olhar para dentro de seu coração e descobrir o que ele precisa que ela faça, para que ela possa finalmente ser feliz.

No romance, a autora foi intercalando capítulos que desenvolvem o presente com outros que aos poucos nos contam o que foi que Jason, que ela acreditava ser o amor da vida dela, fez de tão ruim que a deixou tão mal. Depois que descobrimos, temos certeza que a reação dela não foi nem um pouco dramática demais, ela tinha todo o direito se sofrer o quanto quisesse. Fiquei super feliz por ter terminado um chick-lit e por tê-lo achado tão bacana e com certeza vou tentar ler mais alguns – tomara que dê certo e a leitura deslanche.

Até mais!

Comentários

  1. Oi Fê!
    Eu gosto bastante de chick-lits, mas elas geralmente servem só para me divertir, já que usam todas a mesma fôrma, sabe? Não tem nada de novo ou interessante, mas sempre que bate uma bad e agarro nas chick-lits, hahaha.
    Um chick-lit desses bem irreais, mas que você gostaria que acontecessem com você, é Eu amo New York. Te indico porque eu realmente me senti na cidade, e isso foi muito legal mesmo.
    Beijos,

    http://lucyintheskywithbooks.blogspot.com.br

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    1. Oi, Rê :)
      Pois é, eles seguem sempre o mesmo modelo, mas são bastante divertidos, né? Vou procurar esse título, acho que eu ainda não tinha nem ouvido falar nele.
      Beijos

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  2. NANDA <3 Que legal, você continua firme e forte com o blog! E melhor ainda, continua uma leitora assídua de muito bom gosto, kk. Estou adorando suas resenhas.

    Beijos,

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    1. Oi, Bia!
      É, não estou conseguindo ler tantos livros quanto antes por causa da faculdade, mas estou aproveitando o máximo de oportunidades que surgem para poder ler, kkk. Obrigada, moça :)
      Beijos

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  3. Oláá! A capa desse livro é meio sem graça, mas, apesar disso, a história deve ser bem divertida. Agora fiquei curiosa!
    Beijinhos, estou seguindo se blog!
    vorazesleitoras.blogspot.com

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    1. Oi :)
      A história é bem e divertida mesmo!
      Beijos

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