Resenha #50 - O Despertar do Príncipe, Colleen Houck


Oi, gente! Depois de um bom tempo estou voltando com as resenhas aqui no blog, e essa volta será marcada por uma leitura pela qual eu estava bastante ansiosa e um pouco temerosa, também. Como vocês sabem, a Colleen Houck é a autora da maravilhosa Saga do Tigre, que me conquistou já no primeiro livro, e aposto que isso aconteceu com vários de vocês também. Pois bem, o meu receio era devido ao fato de o enredo dessa nova série ser bastante parecido com o daquela que nos conta a história de Ren, Kelsey, Kishan e companhia. Até por que a própria Colleen disse que a editora lhe pediu para focar numa série no mesmo estilo da dos tigres. Apesar disso tudo, achei a premissa do primeiro livro de Deuses do Egito bastante válida e me senti satisfeita com a história que a autora nos trouxe.


Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos, que teria despertado após mil anos de mumificação. E ela realmente não poderia imaginar ser escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade. Mas o destino tem tomado conta de Lily, e ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis, despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de dominar o mundo.


Como dá para ver pela sinopse, continuamos com a fórmula de garota encontra príncipe e se encontra no meio de uma jornada pelo mundo para acabar com uma espécie de maldição. A diferença é que agora temos três irmãos, uma mocinha bem mais ousada e rica e, é claro, o foco está na mitologia egípcia, com a qual já tive algum contato graças à série As Crônicas dos Kane, do Rick Riodan - que eu amei.

Bem, no início do livro somos apresentados à Lilliana Young, uma adolescente de New York com dinheiro sobrando e um talento artístico maravilhoso que não é de forma alguma estimulado pelos pais. Os dois querem que ela se decida até o fim das férias para qual faculdade ir e esperam que Lilliana, como sempre, tome a decisão que eles querem que ela tome. Em uma ida ao Museu Metropolitano de Arte, aonde foi para tentar finalmente resolver esse dito problema, ela acaba em uma galeria proibida para visitação naquele momento e lá conhece um homem muito bonito vestido apenas com um saiote e que realmente parece ser meio maluco - afinal, ele afirma ser o dono legítimo de vasos canópicos (jarros da morte) que com certeza foram utilizados milênios atrás para por os órgãos de alguém importante lá no Egito Antigo. Lily, como ele a chama, tenta deixá-lo para trás e continuar sua vida externamente perfeita, mas algo que ele fez a faz se sentir conectada com esse príncipe, que descobrimos se chamar Amon.

A partir daí ela acaba embarcando na jornada que Amon precisa cumprir, mesmo sendo contra a sua própria vontade no início, mas seu corpo age por conta própria e a impede de ir contra o querer do príncipe. Acontece que Amon não deveria estar ali, no meio de um museu. Era esperado que ele estivesse em sua própria tumba, lá no Egito, e encontrasse seus vasos canópicos para que pudesse ter acesso a todo o seu poder e, assim, acordar seus dois irmãos, que também são necessários para que seja feita a cerimônia que impede a ascensão do deus do caos, Seth. Nos inteiramos aos poucos sobre o que ocorreu no passado que levou esses três príncipes a precisarem acordar a cada milênio para salvar a humanidade. Os poderes de cada um deles foi concedido por um determinado deus e, a cada vez que voltam ao mundo dos vivos eles os recebem novamente para poder cumprir sua missão.

Acontece que, dessa vez, eles têm apenas uma semana para conseguir completar a cerimônia e  Amon está sem acesso a todos os seus poderes. Além disso, ninguém sabe por quê ou por quem, ele foi movido de seu lugar de descanso, levado para outro continente e separado de seus jarros da morte. Como deu para notar, a situação está bastante complicada. Pelo menos Amon consegue fazer com que as pessoas sigam sua vontade com apenas alguns encantos, então para uma parcela dos problemas há solução evidente.

"-Amon. Meu nome é Amon.
  -Certo. Amon. - Ele não pronunciava o nome do jeito mais simples, Amon. Sua versão, Ah-mun, era bem mais propensa a fazer as moças desmaiarem, contanto, é claro, que as moças em questão estivessem dispostas a desmaiar por um cara que obviamente tinha uns parafusos a menos. - Bom, muito prazer, Amon de Tebas."

Como eu disse anteriormente, fiquei meio apreensiva em relação ao livro, e realmente há várias semelhanças que poderiam ter tirado o brilho dessa nova série da Houck, mas minha conclusão foi de que sim, a base da história é praticamente a mesma tanto para A Saga do Tigre quanto para Deuses do Egito, mas as peculiaridades de cada uma delas fazem com que não sejam apenas repetições. Consigo enxergar uma heroína diferente aqui, mais segura de si, principalmente no que diz respeito a uma relação com um homem. Os príncipes são lindos, maravilhosos, educados e tudo o mais, mas não são apenas cópias de nossos já velhos conhecidos. E, claro, a mitologia com que lidamos nessa série é bastante diferente de (e tão interessante quanto) aquela que Colleen explorou com os tigres.

Então, sendo sincera: as personagens me conquistaram logo nas primeiras páginas e eu me senti ansiosa em saber o que aconteceria depois. Eles conseguiriam fazer a cerimônia? Amon iria se deixar levar pelo sentimento que nutria por Lilly? E nossa heroína, voltaria ser a Lilliana de sempre ou continuaria sendo a Lilly, que toma decisões que acredita serem as corretas, mesmo que ousadas, sem se importar com o que seus pais pensariam sobre suas ações? Eu super indico O Despertar do Príncipe como leitura, e estou aguardando ansiosamente para poder ler o livro dois. Se quiserem conferir o book trailer do livro, basta clicar aqui.

Beijos!

Comentários

  1. Aw Fê, QUE MÁXIMOO! Amei ver resenha desse livro aqui, sério (assim como as Crônicas dos Kane, shuahsuah) <3
    Eu nem me importo se é a mesma fórmula, acho que é disso que eu gosto na Colleen, hahaha, muito menos se os garotos são parecidos, mas enfim #todasamam
    Nem sabia que já tinha booktrailer! Meus deuses, acho que vou assaltar uma livraria daqui a pouco só para comprá-lo, hahaha.
    Beijos,

    http://lucyintheskywithbooks.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Hahaha, oi Rê :) O livro é super maravilhoso mesmo. To tentando achar notícias sobre os próximos volumes mas por enquanto nada. Tem, sim, e tá muito lindo :)

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