Resenha #55 - Sob o Céu do Nunca, Veronica Rossi


Oi, gente! Esse livro é um dos que li durante as férias e que aos poucos estou fazendo as resenhas e trazendo-as aqui para vocês. Eu sei que estou demorando mais tempo do que eu costumava para fazer novas postagens, mas é que o tempo está corrido, então tenham paciência que aos poucos vou conseguindo postar as novidades :)

Desde que fora forçada a viver entre os Selvagens, Ária sobreviveu a uma tempestade de Éter, quase teve o pescoço cortado por um canibal, e viu homens sendo trucidados. Mas o pior ainda estava por vir... Banida de seu lar, a cidade encapsulada de Quimera, Ária sabe que suas chances de sobrevivência no mundo além das paredes dos núcleos são ínfimas. Se os canibais não a matarem, as violentas tempestades elétricas certamente o farão. Até mesmo o ar que ela respira pode ser letal. Quando Ária se depara com Perry, o Forasteiro responsável por seu exílio, todos os seus medos são confirmados: ele é um bárbaro violento. É também sua única chance de continuar viva.
Perry é um exímio caçador, em um território impiedoso, e vê Ária como uma menina mimada e frágil – tudo o que se poderia esperar de uma Ocupante. Mas ele também precisa da ajuda dela, somente Ária tem a chave de sua redenção. Opostos em praticamente tudo, Ária e Perry precisam tolerar a existência um do outro para alcançar seus objetivos. A aliança pouco provável entre os dois acabará por forjar uma ligação que selará o destino de todos os que vivem sob o céu do nunca.
A história se ambienta em um mundo pós apocalíptico, em que os sobreviventes vivem em certos núcleos, dos quais não podem sair. São como cidades encapsuladas que protegem seus moradores do éter que constantemente assola aqueles cujos ancestrais não conseguiram entrar em um núcleo a tempo. Existem comunidades de pessoas que vivem do lado de fora, chamadas de Selvagens pelos habitantes das cidades, e alguns de seus membros desenvolveram certas habilidades graças à necessidade de aprimoramento genético que foi preciso para que seres humanos conseguissem se manter vivendo debaixo do éter e sem tecnologia. Enquanto isso, dentro dos  núcleos, cujos moradores são chamados de Ocupantes pelos do lado de fora, há uma tecnologia super aprimorada que pode ser usada por qualquer um. Cada pessoa possui um dispositivo eletrônico que é conectado ao olho e que lhe permite visitar os Reinos, um mundo virtual onde se pode ser e fazer o que quiser, sem ligação alguma com o mundo real. É até um pouco assustador ver como os habitantes são dependentes desse mecanismo no dia-a-dia, chegando a ser totalmente estranho o fato de ver uma pessoas sem um desses no rosto.
Bem, Ária é uma habitante do núcleo Quimera e está preocupada com a falta de notícias de sua mãe, que está em outro núcleo fazendo pesquisas científicas. Essa preocupação a leva a concordar com o plano de Soren, filho do diretor de segurança, de invadir a cúpula de serviço da agricultura em busca de um pouco de ação. Ela tem esperanças de conseguir descobrir alguma coisa sobre sua mãe, já que Soren tem acesso a mais informações que ela, por ser filho de quem é. Mas tudo dá errado e ela acaba sendo salva por um Selvagem que de alguma forma tinha conseguido entrar no núcleo - o que devia ser impossível. Quando as autoridades começam as investigações, Ária é apontada como culpada por toda a confusão e é banida de Quimera, sendo enviada para fora do núcleo, onde provavelmente vai morrer em contato com o éter.
O que ela não esperava era ser salva novamente pelo mesmo Selvagem, apesar de meio a contragosto - da parte dos dois. Ele é irmão do chefe da aldeia dos Marés, e possui um olfato muito aguçado, capaz de sentir até as emoções das pessoas. Seu sobrinho foi raptado pelos Ocupantes e ele vê na garota uma possível fonte de informação e conexão com o núcleo, então os dois entram em um acordo de se manterem juntos até que ela possa voltar para a civilização e achar sua mãe e ele possa resgatar seu sobrinho. A relação deles começa com raiva e medo, mas aos poucos eles acabam conseguindo se entender melhor. Durante o tempo que passam juntos eles tem que enfrentar alguns inimigos bem fortes que habitam a Loja da Morte, que é um nome que o Ocupantes dão para o mundo fora dos núcleos.
O livro é uma constante aventura da qual somos convidados a participar. Há vários momentos de certa tensão e, claro, um romance que só fica melhor com o passar das páginas. Existe certo ódio e uma boa dose de aversão entre os Selvagens e os Ocupantes, histórias que parecem feitas mais para assustar do que qualquer outra coisa são contadas para que os habitantes dos núcleos não saiam de dentro das cápsulas. Claro que é realmente perigoso do lado de fora, mas há uma visão distorcida sobre as pessoas que vivem no mundo exterior. Quanto à vida dentro dos núcleos, parece ser tudo meio falso, ainda mais com as pessoas praticamente vivendo dentro dos Reinos, é como se o mundo real não tivesse muita importância. Até contato humano é algo fora do normal para os Ocupantes, então a situação de dependência da tecnologia é bem séria ali dentro.
Foi uma leitura super gostosa que há bastante tempo eu tentava conseguir ter. Amei me embrenhar no meio dessas páginas e conhecer essas personagens que nos trazem boas surpresas ao longo da história. E, além da história maravilhosa, a capa também me chama a atenção, toda vez que olho para ela - aquele céu é simplesmente magnífico. O segundo livro da trilogia se chama Through the Ever Night e o terceiro, Into the Still Blue, mas apenas o primeiro foi lançado aqui no país.
Beijos, gente!

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