Resenha #58 - Predestinadas, Jessica Spotswood


Oi, gente! Estou super feliz de ter podido terminar a trilogia As Crônicas das Irmãs Bruxas, da Jessica Spotswood. Faz um tempinho que o terceiro volume foi lançado e eu finalmente consegui sentar para lê-lo. As resenhas do primeiro e do segundo volumes já estão no arquivo do blog. E é sempre bom lembrar que há spoilers sobre a série na resenha, já que esse é o último livro da trilogia.

Cate Cahill acabou de ser apagada da memória de Finn, o grande amor de sua vida. A responsável por essa traição foi Maura, uma de suas irmãs, e Cate está certa de que nunca vai conseguir perdoá-la. Enquanto isso, Tess, a caçula, está às voltas com visões cada vez mais assustadoras.Como se não bastasse, a Nova Inglaterra vem sendo tomada por uma febre mortal sem precedentes. Preocupada, Cate quer ajudar a todos, mas é impossível fazer isso sem revelar seus poderes e, assim, aumentar a fúria dos Irmãos da Fraternidade, os implacáveis caçadores de bruxas.Em meio a desavenças com suas aliadas em potencial, Cate terá que se desdobrar para conseguir prestar o auxílio que deseja, proteger Tess e Finn e lutar por uma nova ordem que permita que as bruxas sejam representadas no governo de sua cidade e não precisem mais se esconder.Predestinadas é o desfecho de uma saga permeada de delicadeza, cores, magia e fortes emoções. As irmãs Cahill terão que enfrentar os maiores desafios de sua vida, e o amor que sentem uma pela outra será fundamental nessa jornada.

Esse último volume inicia-se bem no ponto em que termina o segundo livro, após Maura apagar Cate da memória de Finn. Eu, obviamente, fiquei com um nível de raiva elevado ao extremo assim que ela fez isso, mas é impossível não lembrar que no final das contas a jovem bruxa é apenas uma moça que busca atenção e se sentir amada, e ela encontra isso, com certeza de uma forma deformada, em Inez. E é claro que a mulher se aproveita disso para manipular Maura e conseguir com que ela faça atrocidades em nome do sucesso das bruxas, como foi no caso de Finn. 

O ataque ao Irmãos planejado por Inez e que seria responsável por apagar a memória dos membros mais importantes da Fraternidade foi bem-sucedido, o que acarreta uma perseguição ainda mais forte contra as bruxas e um endurecimento das regras do governo em relação aos cidadãos. Cate tem consciência de que não pode deixar que a ambiciosa bruxa tome o poder e faz tudo o que está ao seu alcance para ajudar a todos os que pode, sejam bruxas ou pessoas normais – fato ao qual Inez é veementemente contra.

Esse terceiro volume foca bastante em como será resolvida a relação antagônica entre os Irmãos e as Bruxas, além de, é claro, trilhar o caminho do romance entre Cate e Finn. Amei ver as reações que esses dois tem um ao outro nesse volume – a autora fez um paralelo de uma cena com uma passagem do primeiro livro que me deixou maravilhosamente encantada.

Outro foco da história é na relação das três irmãs bruxas, Cate, Maura e Tess, que agora já sabemos ser o oráculo. Maura está perdida em um caminho que talvez não tenha volta, mas mesmo assim Cate e Tess ainda se preocupam com ela, apesar de aquela tremer de raiva toda vez que olha na cara da mais nova seguidora de Inez. Tess também tem que enfrentar sérios desafios devido ao fardo de ser o oráculo, e Cate tenta ajudá-la e protegê-la  como pode.

Eu gostei do final escolhido pela autora, mas ele parece mais com um ‘caminha para’ do que um fim de história propriamente dito. Ficaram algumas pontas soltas que acho que poderiam muito bem ter sido explicadas mais diretamente, apesar de com as informações fornecidas podermos vislumbrar o futuro das personagens. Mas acho que não faria mal ter mais um livro para que pudéssemos realmente ver o desenrolar da história.

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