Resenha #59 - Herdeira do Fogo, Sarah J. Maas


Oi, gente! Dessa vez vim trazer para vocês a resenha do terceiro livro da série Trono de Vidro, intitulado Herdeira do Fogo. Vocês podem acessar a resenha do volume um, Trono de Vidro, e a do volume dois, Coroa da Meia-Noite, clicando nos links. No exterior já foi lançado o quarto livro da série, Queen of Shadows, mas no Brasil esse lançamento ocorrerá apenas no primeiro semestre de 2016.

Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.

Essa sinopse faz a gente imaginar uma Celaena totalmente forte e destemida, não faz? Pelo menos eu pensei isso quando li. Mas a verdade é que Celaena está praticamente acabada no início e durante boa parte do livro. Ela se corrói em culpa pela morte de Nehemia e mal se importa consigo mesma, e isso é algo bem triste de se ver. Observamos uma jovem de 18 anos sucumbindo a todo o mal que teve que enfrentar em uma vida tão curta, que vem tentando derrubá-la desde o assassinato de seus pais, os reis de Terrasen.
Logo nas primeiras cenas, Celaena está bêbada, sobrevivendo em Wendlyn à base de teggya (um tipo de pão chato) e vinho. É nesse estado que Rowan a encontra. Ele é um feérico sob o comando de Maeve, a rainha imortal dessa raça e tia de Celaena. Ele a leva até a fortaleza de Defesa Nebulosa, aonde ficam aqueles que são metades feéricos e metade humanos, parte dos quais tenta provar seu valor para poder entrar em Doranelle, o reino dos feéricos. Para conseguir as respostas que precisa sobre as chaves de  Wyrd, ela também terá que provar que é digna de entrar no reino de Maeve. E assim se inicia o treinamento de Celaena com Rowan. 

Ele tem que fazê-la dominar sua magia, mas Celaena se recusa tão veementemente a aceitar essa parte de si mesma que o treinamento é mais parecido com uma competição de quem fica mais mal humorado depois de horas e dias sem obter progresso algum. Rowan é bastante duro com Celaena, como suponho que deva ser um treinador, mas a questão é que ele a vê como uma criancinha mimada que nunca precisou lutar por nada na vida. Ele não conhece a história de Celaena e ela não faz questão de atualizá-lo sobre os anos como aprendiz de Arobynn Hamel, o tempo nas minas de Endovier ou qualquer outro fato de sua vida. Aos poucos, os dois vão se tornando mais próximos e começando a se preocupar um com o outro, e eu achei essa relação entre eles bem construída. Quando Rowan aparece no início do livro, em momento algum consegui visualizá-lo como uma pessoa ruim ou perversa, e minhas esperanças se concretizaram ao longo da história. 

Durante todo esse terceiro volume, praticamente, Celaena está em Defesa Nebulosa tentando desenvolver seus poderes, e é ali na fortaleza que a história se desenrola. Durante os treinamentos, ela e Rowan acabam encontrando homens e monstros sob o comando do rei de Adarlan e que com certeza são uma ameaça ao povo semi-feérico. E é em um cenário assim que nossa heroína precisa começar a aceitar a si mesma, aceitar Aelin Ashryver Galathynius, a herdeira e rainha por direito de Terrasen. Ela precisa criar forças para conseguir sair do abismo aberto dentro dela, um poço lotado de dor, tristeza e sofrimento. E durante todo esse tempo Rowan está ali, ao lado dela, mesmo que no início apenas por obrigação, graças à obediência devida a Maeve.

Eu amo a história de Celaena, gente, e isso até me surpreendeu quando comecei a ler a série, porque, afinal, eu estava gostando de ler uma história sobre uma assassina, que é algo que geralmente não me chama a atenção. Mas aqui estou eu, felicíssima da vida por ter conseguido ler mais um volume de Trono de Vridro. Espero que tenham gostado da resenha, pessoas. Até a próxima!

Comentários

  1. Oi Fernanda!
    Não li nenhum dos livros da série, então fiquei meio perdida na resenha, rsrs. Mas pelo que vi, não parece ser meu tipo de livro.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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    Respostas
    1. Oi, Mariana :) Eu também não me imaginava lendo uma história com esse tipo de enredo, mas Trono de Vidro me conquistou!
      Beijos

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  2. Oi Fernanda, sou louca para conhecer essa série, mas ainda não tive a oportunidade. Vi muitas pessoas que estão amando os livros da série, estou super curiosa! Bjs.

    http://queremosmaislivros.blogspot.com.br/

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