Resenha #60 - A Espada do Verão, Rick Riordan


Oi, galera! Antes de qualquer coisa, quero pedir desculpas pela minha ausência durante esse último mês, mas novembro é o período de provas finais e eu precisava me concentrar o máximo possível. Espero que vocês entendam e prometo que durante os próximos meses irei manter o blog sempre atualizado, já que daqui a pouco minhas tão sonhadas férias irão começar. Então, vamos ao post de hoje!

Acho que não é novidade para ninguém por aqui que eu sou fã de mitologia, certo? Já acompanhei a grega em Percy Jackson e Os Olimpianos, a romana em Os Heróis do Olimpo e a egípcia em As Crônicas dos Kane, em se tratando de Rick Riordan. Mas também li A Saga do Tigre (acesso às resenhas dos quatro livros aqui), da Collen Houck, que trata da mitologia indiana, e a obra mais recente dela, O Despertar do Príncipe (resenha aqui), que envolve mitologia egípcia. Elenquei todas elas aqui porque os livros do Rick eu li antes de começar o blog, portanto não há resenhas sobre eles por aqui, mas se alguém quiser conversar comigo sobre alguma dessas obras, é só entrar em contato. Vou amar travar uma conversa sobre esses livros, gente :)

Bem, como deu para deduzir, A Espada do Verão é o primeiro livro do Riordan que vou resenhar por aqui, e eu estou realmente feliz em poder fazer isso. Foram as obras dele que me introduziram no mundo mitológico, ainda lá na época em que Percy começou a ser lançado. A nova série do tio Rick, Magnus Chase e os Deuses de Asgard, mergulha na mitologia nórdica, que eu, devo admitir, conhecia apenas graças aos filmes da Marvel - nem nos quadrinhos pus os olhos! Amei me aventurar junto a mais um dos heróis criados pelo autor, assim como amei rever Annabeth (uma das personagens principais de Percy e de Heróis do Olimpo, para quem não sabe), que é prima do protagonista, Magnus.

Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida...
A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph - um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico.
As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica.

Para quem ficou em dúvida depois de ler a sinopse, sim, gente, ele morre. E isso não é spoiler nenhum. Magnus morre logo nos primeiros capítulos, e é por isso que nosso herói é levado para o Hotel Valhala, onde ficam aqueles que formam o exército de Odin, os einherjar, e que lutarão no Ragnarok. Ele recebe um novo corpo, vamos assim dizer, e um quarto maravilhosamente espaçoso só para ele. Porém, como já sabemos bem, não é de mordomias que vivem as pessoas heróicas, pelo menos não na vida terrena. Magnus foi morto durante uma briga com o lorde de Muspellheim, o gigante de fogo Surt. Muspellheim é um dos nove mundos conectados pela Árvore do Mundo - deem uma olhada na imagem que coloquei logo aqui abaixo. O garoto foi levado a tentar recuperar a Espada do Verão por seu tio Randolph, mas o gigante também estava atrás da espada, pois com ela ele conseguiria dar início ao Ragnarok. Os dois, Magnus e Surt, acabam se chocando com um lago congelado e assim, o adolescente acaba sendo resgatado por uma valquíria e levado à Valhala. 


No hotel, os einherjar treinam até a morte todos os dias, para se prepararem para o Juízo Final. Mas a missão de Magnus é outra, ele precisa impedir que o Ragnarok aconteça dali a uma semana, resgatando a espada, que não o acompanhou ao post mortem. Se Surt conseguir encontrá-la antes dele, o gigante terá tudo o que precisa para cortar as cordas que prendem o lobo Fenrir, filho de Loki com uma giganta, que foi amarrado pelos deuses com uma corda feita pelos anões. A libertação do Lobo é uma das primeiras coisas que devem acontecer para dar início ao Ragnarok. Em sua jornada, Magnus é acompanhado por um anão, um elfo negro e uma valquíria, e os quatro formam o que poderíamos chamar de família, a relação entre eles é bem bonita de ser observada.

As personagens tem que passar por vários mundos para que consigam alcançar seus objetivos. Eles passam por Asgard, onde ficam os deuses aesires (e Valhala), por Jotunheim, a terra dos gigantes, por Nidavellir, o mundo dos anões, e mais alguns. E a travessia de um para o outro não é das mais fáceis, ainda mais quando eles precisam escalar a Árvore, que tem seus próprios protetores que não gostam nem um pouco de intrusos.  

Eu estava com um pouco de receio de que a história pudesse se repetir e o herói acabasse ficando com a moça que o acompanha nas missões, como Percy e Annabeth, mas depois de ter lido o livro acho pouco provável que isso aconteça. Ah, o tom da história, apesar de tratar de algo bastante sério, é bastante leve, cheio de ironias cômicas, como costuma ser a escrita do Rick. Há algumas curiosidades bastante legais sobre Magnus elencadas pela Intrínseca, editora responsável pela publicação da série no Brasil, que vocês podem ver clicando aqui

Algo que também achei bastante legal na história foi o modo como Thor é retratado. Nos filmes, ele parece mais um galã do que qualquer outra coisa, mas no livro ele é bem mais parecido com a forma como imagino um viking. Ruivo, com roupa de couro gasto e que come de um jeito meio grotesco. Achei muito mais real um personagem assim do que aquele cara todo perfeitinho. Ele até perde suas armas! E não como punição, mas perder por perder mesmo, não saber onde colocou ou onde é que foi parar - apesar de que há uma passagem lá no final que coloca isso em dúvida.

Eu amei ler o livro e estou aguardando ansiosamente pelo próximo volume, que se chamará O Martelo de Thor. Beijos, gente, e até a próxima!

Comentários

  1. Eu quero mmmmmmmuito ler esse livro!
    Sua resenha só atiçou ainda mais minha curiosidade e ansiedade!
    Já vi várias resenhas negativas, várias positivas, mas eu só quero ler e tirar minhas próprias conclusões! :)
    Aposto que vou amar como você!

    Um beijo,

    http://tordodemorango.blogspot.com.br/

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    1. Espero que você ame a história, Midi! Eu gostei muito, e já fazia um tempo que eu não lia nada do Rick :)
      Beijos

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  2. Fê, estamos em sintonia! Postei a resenha desse livro faz poucos dias, hahaha. Como você, também adorei ele, os personagens, as representações dos deuses... tio Rick deixa tudo maravilhoso.
    Mas também adorei o mapa que você colocou ali no meio, pois eu não tinha entendido direito o espaço dos 9 Mundos... é uma coisa de proporções gigantescas, e não entra direito na minha cabeça, rs. Adorei a resenha!
    Beijos,

    http://lucyintheskywithbooks.blogspot.com.br

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    1. Sério? Vou ler a resenha pra ver o que você achou :) Esse mapa era um dos brindes disponíveis nos EUA dependendo da loja em que você adquirisse o livro (achei no percyjacksonbr.com).
      Beijos

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