Resenha #61 - O Escolhido, Hanna Howell



Oi, pessoas! Como vocês estão? A resenha de hoje será sobre o quarto livro da série Wherlocke, da escritora Hannah Howell. São romances históricos relacionados a uma família que possui certos dons, os Wherlocke e os Vaugh e que,  por causa desses poderes, já foram bastante perseguidos. Aqui no blog tem disponível apenas a do terceiro livro, que vocês podem acessar clicando aqui. Eu li os dois primeiros antes de começar o blog, então ainda não resenhei para vocês.

Um homem nu aparece no roseiral da família de Lorelei Sundun. Ao contrário de gritos ou pedidos de socorro, algo que se esperava da maioria das mulheres de sua época, Lorelei oferece ajuda, pois percebe o embaraço do rapaz, que não sabia onde estava.
Ela nunca ouvira falar da família de Argus Wherlocke, nem sobre os dons paranormais comuns entre os membros desta família. Porém, arrebatada por uma súbita paixão e munida de coragem, ela logo se arrisca para ajudá-lo num jogo perigoso de perseguições.
Argus logo descobre que Lorelei é sua única esperança de salvação, e que seu desejo pode ser a mais importante arma para combater seus inimigos. O escolhido é o quarto livro da saga da família Wherlocke, cujo personagem principal, Argus Wherlocke, tem o dom de hipnotizar as pessoas pelo olhar e pela voz. Argus é da mesma família de Chloe, Penelope e Alethea, personagens apresentadas nos livros A Vidente, A Sensitiva e A Intuitiva.

O Escolhido, assim como os outros três livros da série, é um romance que te prende até a última linha. É incrível a capacidade que a Hannah Howell tem de nos manter grudados na história, ainda mais esse sendo o quarto livro, apesar de cada um deles focar na história de um casal diferente. Nesse volume, diferentemente do que ocorre nos outros, a personagem da família Wherlocke é masculina, e achei isso interessante, tentar enxergar como é ter esses dons por uma perspectiva masculina. Mas, no fim das contas, a situação de Argus é bem parecida com as das personagens femininas anteriores. Todos os Wherlocke sofrem preconceito da maioria das pessoas que são de fora da família e conhecem seus dons, não importa quão alta seja sua posição na sociedade. Apenas alguns poucos tem a capacidade de entender que eles não são aberrações da natureza.

Felizmente, Lorelei é uma dessas pessoas compreensivas e, quando Argus aparece em seu jardim pedindo ajuda, vestindo nada, ela consegue se manter calma e tentar entender o que é que está acontecendo. Primeiro de tudo, ele não está realmente ali, o que ela vê é como um projeção do corpo de Argus, a única forma que ele conseguiu encontrar para avisar sua família sobre o que estava acontecendo com ele. Mas ele acabou indo parar ali, no jardim de Lorelei, e agora ela é a única que pode ajudá-lo a se libertar de seus captores, que o tem mantido preso há algum tempo, seja avisando os outros Wherlocke ou se envolvendo pessoalmente. 

Lorelei é filha do duque de Sundunmoor, um homem sábio que apesar de parecer meio avoado tem total consciência do que acontece em suas terras, além de ser um homem de mente bastante aberta, algo que com certeza influenciou na formação de Lorelei. Assim, na tentativa de ajudar o homem desconhecido que encontrou em seu jardim, ela envia cartas aos parentes de Argus, comunicando-lhes a situação. Depois de algum tempo sem receber respostas, ela decide agir por conta própria e levar os primos para ajudá-la a resgatar Argus. Eles conseguem tirá-lo de de lá e levá-lo para a casa de Lorelei, mas ele precisa de um bom tempo para se recuperar das surras que levou enquanto estava em cativeiro. Seu captor acreditava piamente que o dom dos Wherlocke poderia, de alguma forma, ser transmitido ou ensinado para outras pessoas. E os dons de Argus, em especial, seriam um perigo se caíssem em mãos erradas, já que ele é capaz de fazer praticamente qualquer um agir de acordo com suas vontades. Agora que ele está sob a proteção do duque, aqueles que o estavam perseguindo precisam tentar montar um plano mais elaborado para conseguir capturá-lo novamente, ou a algum de seus parentes - como uma moeda de troca, possivelmente.

A história é basicamente sobre os Whelocke, que finalmente conseguiram saber o paradeiro de Argus, e suas tentativas de descobrir quem são as pessoas por trás do sequestro e como pará-las. As conexões que eles tem com o governo são usadas para tentar descobrir novas informações e tudo o mais que puderem. Em meio a isso tudo, vai surgindo entre Lorelei e Argus um sentimento cada vez mais forte e que ela tem esperanças de que seja suficiente para fazer com que Argus fique junto com ela. Mas ele é um homem teimoso que tem certeza que não há como um casamento em sua família terminar bem, já que todos aqueles que presenciou foram um fracasso. Felizmente, não apenas Lorelei, mas todos da família de Argus que estão na casa do duque se empenham para que aquele teimoso aceite seus sentimentos e perceba que não são as experiências de matrimônios passados que definirão o destino do casamento dele próprio.

A história é super empolgante e, como eu já disse, nos mantém presos nas páginas até que ela termine. Romances históricos são sempre bons, e esse não é exceção. São horas maravilhosas passadas ao lado das páginas de Howell, vivendo em um mundo um pouquinho diferente, de séculos atrás. 

E vocês? Já leram alguma das obras da autora? Me contem o que acharam nos comentários!

Comentários

  1. Hey!
    Nossa, parece ser bem interessante, tendo dois gêneros que gosto muito, romance e fantasia... Nunca li um romance de época meio fantástico...

    Beijos,

    http://tordodemorango.blogspot.com.br/

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