Resenha #69 - A Protegida, Lisa Kleypas


Bom dia, gente! Esse é o primeiro livro que li da Lisa Kleypas, e posso dizer que já estou ansiosa para ler mais algumas de suas obras. Eu gostei bastante do enredo, dos personagens, da forma como a história é contada. A Protegida é o primeiro livro da série The Travis Family, cujo segundo volume se chama A Redenção - obra que também promete bastante.

Uma escolha pode conduzi-la à felicidade... Ou partir irremediavelmente seu coração.
Liberty Jones é uma garota determinada, mas em sua vida pobre e difícil não há espaço para que ela consiga vislumbrar seus sonhos sendo realizados. Seu único consolo é a amizade e o amor que nutre por Hardy Cates, um jovem que possui ambições grandiosas demais para ficarem enterradas na pequena cidade de Welcome. Apesar da atração irresistível que pulsa entre os dois, tudo o que Hardy não precisa é de alguém para atrapalhar seus planos de sucesso, e ele a abandona no momento mais difícil de sua vida: quando a mãe de Liberty morre tragicamente em um acidente; deixando um bebê para ela criar. Mas a vida traz grandes surpresas e Liberty se vê sob a tutela de um magnata bilionário, que irá oferecer muito mais do que proteção à irmã e a ela, mas também revelará uma forte ligação com o passado obscuro da família de Liberty. O que Liberty não espera é ter de lidar com Gage Travis, o filho mais velho do magnata; o rapaz não aprova a presença dela em sua casa e fará de tudo para afastá-la de sua família... Gage apenas esquece de também mantê-la longe de seu coração. 
Às vezes a vida tem um senso de humor cruel, entregando-lhe aquilo que você sempre quis no pior momento possível...

Quando comecei a ler o livro tive a sensação de que essa sinopse não faz jus à história, mas relendo-a agora não acho que esteja tão fora do contexto assim. Penso que o que me incomodou foi o fato de ela me dar a impressão de que seria uma história leve e relativamente simples, com um enredo um tanto parecido com o de algumas outras obras que tive a oportunidade de ler, enquanto na verdade A Protegida nos traz uma história densa, apesar de não maçante, que nem de longe pode se resumir ao simplismo que antes imaginei. 

O que mais me chamou a atenção no início da história foi a ironia intrínseca à protagonista, Liberty Jones. As personagens irônicas sempre me cativam, talvez por eu mesma possuir uma certa quantidade dessa característica. Acompanhamos a vida de Liberty desde cedo, temos vislumbres de sua infância e uma visão mais concreta de sua adolescência, seus sonhos, sua transformação de criança à adolescente, seus desejos e aventuras amorosas. Quando jovem, a moça se encontra em uma situação particularmente difícil, após perder a mãe. Liberty consegue a guarda da irmã mais nova, que ainda é praticamente uma bebê, começa a trabalhar em um emprego de meio período e inicia os estudos de cosmetologia, para que possa ter uma profissão.

É graças a essa profissão que ela entra em contato com a família Travis, que dá nome à série, e é a partir desse encontro e das amizades que dele surgem que ao longo do livro temos acesso à história de Diana, a mãe falecida de Liberty. Também é por meio dele que Liberty finalmente conhece alguém que talvez seja capaz de amar tanto quanto amou Hardy em sua adolescência e que pode preencher um espaço que há tanto se encontra vago no coração da protagonista.

Algo que me impressionou bastante também foram as descrições dos hábitos das pessoas de acordo com seu estado de origem. Obviamente é uma descrição bem geral, talvez um tanto estigmatizada, mas penso que de certa forma nos ajuda a compreender um pouco mais a cultura dessas pessoas aqui no mundo real.

Foi uma leitura ótima, e fico feliz que tenha sido por ela que eu tenha me iniciado nas obras de Kleypas, haha. Minha expectativa em relação aos outros livros da autora está lá em cima - espero que eu não acabe caindo do cavalo. Se alguém já leu essa ou alguma das outras histórias de Lisa fale aí nos cometários, para eu saber o que você acharam.

Beijos, galera!

Comentários

  1. Oi Fê!
    Também adoro personagens irônicas, mesmo que por vezes elas não expressem essa ironia, que ela fique "em off", na cabeça do personagem, haha. Dá um toque todo especial ao livro. Além de que a Liberty parece ser uma mulher e tanto! Dá mesmo para notar, pela sua resenha, que a história não é tão levinha assim.
    Sei que já conheço a Lysa de alguma obra, mas não consigo me lembrar de qual...
    Beijos,

    http://lucyintheskywithbooks.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Oi, Re :)
      Eles são o máximo, né? Ela é sim, haha.
      Não conheço muito as obras dela, mas planejo mudar essa situação!
      Beijos, moça

      Excluir

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