Resenha #72 - A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith


Oi, gente! Esse livro me encantou logo que vi o lançamento: a capa, a sinopse, tudo me chamou a atenção. E, é claro, fiquei felicíssima em lê-lo. Ele é da mesma autora de A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista.

Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram - presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.

A Geografia de Nós Dois é um romance fofo, entre dois adolescentes que se encontram pela primeira vez em um elevador de um prédio chique de Nova York. A energia acaba e Lucy, moradora do prédio desde que nasceu, e Owen, filho do novo administrador, começam a conversar para matar o tempo enquanto esperam alguém vir abrir as portas e tirá-los dali. Eles conversam sobre a escola e a cidade, entre outras coisas.

Depois que conseguem sair do elevador, eles dão uma volta pela cidade e acabam se dirigindo ao terraço do prédio, onde passam a noite. Mas os caminhos dos dois se separam no dia seguinte, e em pouco tempo um oceano inteiro se coloca entre eles. Lucy se muda para a Europa com os pais, enquanto Owen sai em uma viagem de carro para o Oeste apenas com o pai, já que a mãe havia falecido alguns meses antes.

Os dois vão mantendo contato por e-mails e cartões postais, mas em dado momento parece ser impossível mandar novas informações ou conversarem sobre o que quer que seja, e o contato cessa, mesmo que um não consiga deixar de pensar no outro. Os dois vão construindo novas vidas, conhecendo novas pessoas e novos lugares, e o que quer que seja que houve entre eles parece ter chegado ao fim. Afinal, por quanto tempo as poucas horas de uma noite podem ser estendidas para que aquela sensação que ambos compartilharam se perpetue?

O livro foi uma leitura bem fofa e querida. A personagem principal é apaixonada por livros e sempre mantém um por perto - principalmente O Apanhador no Campo de Centeio, que já faz um tempo que quero ler -, o que é um ponto a mais para nos identificarmos com ela. Lucy e Owen também têm um desejo de conhecer novos lugares, do qual eu compartilho, e imagino que muitas pessoas se sintam assim também.

Um ponto trabalhado ao longo do livro e que me chamou a atenção é a questão da comunicação, tanto entre os dois personagens principais quanto dentro das próprias famílias. Lucy e Owen enfrentam dificuldades e inseguranças em relação a dizer o que sentem um pelo outro, da mesma forma que Lucy nunca conseguiu dizer aos pais que gostaria que eles a levassem em uma de suas viagens pela Europa - algo que eles costumam fazer com frequência -, e essa dificuldade em se expressar acaba criando lacunas e barreiras que não estariam ali se todo mundo conseguisse dizer o que sente de verdade.

Gostei bastante de ter lido a obra e espero que vocês possam apreciá-la também, em algum momento, assim como o outro livro da autora que citei no início, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista. Beijos, galera!

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