Resenha #77 - Gelo Negro, Becca Fitzpatrick


Oi, gente!  Espero que vocês estejam bem e curtindo essa semana de feriados :) Mas vamos ao que nos interessa por aqui: LIVROS e mais livros e mais livrosEsse vai ser o único post de dezembro, mas em compensação é sobre uma história pra lá de boa!

Gelo Negro é um livro que relutei em ler por conta da sinopse (e da capa, que é linda de dar calafrios), que me chamava a atenção mas ao mesmo tempo me mantinha afastada, por me lembrar muito um suspense - que sim, está presente na história. Mas, depois de muita recusa, em uma tarde de inverno bati o olho no título e pensei: é hoje que leio esse livro. E li.

Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança.
Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores para fora das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um homem se mostra mais um aliado do que um inimigo, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.

Logo de início gostei da protagonista e não fui com a cara de sua melhor amiga. A forma como Korbie se comporta em relação à Britt me pareceu bastante desinteressada, a não ser quando o assunto era alguma competição bem infantil para ela pudesse se sentir melhor que a amiga. Que tipo de amizade se baseia em competições (nada amistosas) para saber quem é melhor nisso, quem é naquilo e naquela outra coisa? Acho que a única pessoa a quem devemos superar todos os dias somos nós mesmos, sempre tentando melhorar aquilo que pensamos que precisa de mudanças. Mas não posso dizer que Britt também não sentia essa necessidade de se provar para Korbie.

Bem, as duas resolveram passar uma semana das férias fazendo trilhas nas montanhas Teton, onde a família de Korbie tem uma cabana. Elas compram todos os equipamentos e partem em viagem, mas antes que consigam chegar à casa uma nevasca começa e elas ficam presas na estrada. Diante das escassas possibilidades de sobrevivência, as amigas se poem a andar pela floresta até que encontram uma casa que parece estar habitada. Chegando lá, dois rapazes lhes permitem a entrada, apesar de um deles relutar bastante em aceitá-las ali.

Acontece que esses dois rapazes também foram pegos de surpresa pela tempestade e precisam de ajuda para sair das montanhas, pois estão obviamente fugindo das autoridades. Britt, com os instintos de sobrevivência nas alturas e sabendo que se ela e a amiga se mostrassem apenas como cargas desnecessária acabariam sendo mortas, lhes diz que pode ser útil, pois sabe se locomover pelas montanhas como ninguém.

Enquanto tenta guiá-los na cordilheira, Britt percebe que talvez aqueles companheiros não sejam tão ligados assim. Mason parece não aprovar as atitudes de  Shaun, que a cada vez parece mais desesperado e propenso a cometer loucuras. Dessa forma, a protagonista pensa que talvez possa receber alguma ajuda de Mason, que parece ser uma boa pessoa, se ela deixar de lado o fato de que ele é um de seus sequestradores.

É nesse cenário que a autora introduz a possibilidade de Britt estar sofrendo da Síndrome de Estocolmo, que é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor*.

A partir daí as peças do quebra cabeças vão aos poucos se encaixando, as histórias das meninas desaparecidas ou mortas durante o ano anterior na cordilheira começam a fazer sentido, e Britt se vê no meio de uma encruzilhada, sem saber em quem confiar, mas se mantendo firme, sendo a garota forte em que foi obrigada a se transformar durante os dias em que passou nas montanhas. 

Gostei muito de ter finalmente lido o livro, a história me prendeu do início ao fim. Da autora eu havia lido somente a série Hush, Hush, que tem um enredo bem diferente do de Gelo Negro, então eu não sabia direito o que esperar, mas achei a história e a forma como foi contada bem bacanas.

Espero que tenham gostado da resenha! Beijos!

Fonte: *Wikipedia   

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